Relatório da plataforma Fogo Cruzado aponta que oito crianças morreram vítimas de tiroteios na região metropolitana. RJ foi o município com o maior número de crianças baleadas durante o período analisado
Juan é uma das 1.896 crianças e adolescentes que, para fugir da violência e da miséria na Venezuela, cruzaram a fronteira até o Brasil sozinhos ou acompanhados de pessoas que não são seus responsáveis legais, entre agosto de 2018 e junho deste ano
A exposição aos noticiários violentos, de acordo com Peña, pode fazer com que crianças deixem de se sentir protegidas e desenvolvam sintomas como insegurança de sair à rua, de ir à escola e de ficar sozinhas. “A violência hoje em dia está muito mais próxima”, conta a pesquisadora Luciana de La Peña
Os adolescentes são também as vítimas: enquanto o número de assassinatos no Brasil em 2016 foi de 30,3 para cada 100 mil habitantes, entre jovens de 10 a 19 anos foi de 32,2 para cada 100 mil pessoas nessa faixa etária. Essa taxa foi recorde em 2016 e tem sido superior à média geral desde 2013
O estudo aponta queda de 14% dos pontos considerados críticos, que possuem a maior possibilidade de ocorrência, na comparação do biênio 2013/2014 com o biênio 2017/2018
A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no país. A taxa é quase quatro vezes maior do que entre jovens brancos. Anualmente, são mortos mais de 23 mil meninos pretos e pardos, de 15 a 29 anos, números podem ser comparados aos de um genocídio
As rodovias federais do país possuem quase dois mil e quinhentos pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes. A Região Nordeste lidera o ranking, com 644 pontos de risco. O Ceará é o que tem os piores índices: são 81 pontos